{"id":2157,"date":"2020-06-25T13:15:22","date_gmt":"2020-06-25T13:15:22","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.filipesaraiva.info\/?p=2157"},"modified":"2020-06-25T13:35:23","modified_gmt":"2020-06-25T13:35:23","slug":"sobre-o-livro-uma-historia-de-desigualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/?p=2157","title":{"rendered":"Sobre o livro &#8220;Uma Hist\u00f3ria de Desigualdade&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/blog.filipesaraiva.info\/?attachment_id=2158\" rel=\"attachment wp-att-2158\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"2158\" data-permalink=\"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/?attachment_id=2158\" data-orig-file=\"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Uma-Historia-de-Desigualdade.jpg\" data-orig-size=\"1639,2471\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Uma-Historia-de-Desigualdade\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Uma-Historia-de-Desigualdade-199x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Uma-Historia-de-Desigualdade-679x1024.jpg\" class=\"aligncenter  wp-image-2158\" src=\"https:\/\/blog.filipesaraiva.info\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Uma-Historia-de-Desigualdade-679x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"358\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Uma-Historia-de-Desigualdade-679x1024.jpg 679w, https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Uma-Historia-de-Desigualdade-199x300.jpg 199w, https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Uma-Historia-de-Desigualdade-768x1158.jpg 768w, https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Uma-Historia-de-Desigualdade-1019x1536.jpg 1019w, https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Uma-Historia-de-Desigualdade-1358x2048.jpg 1358w, https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Uma-Historia-de-Desigualdade.jpg 1639w\" sizes=\"auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalizei a leitura do premiado livro do Pedro de Souza, &#8220;<em>Uma Hist\u00f3ria de Desigualdade &#8211; A Concentra\u00e7\u00e3o de Renda entre os Ricos no Brasil 1926 &#8211; 2013<\/em>&#8220;, baseado na <a href=\"https:\/\/repositorio.unb.br\/handle\/10482\/22005\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">tese<\/a> que defendeu no programa de sociologia da UnB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um livro de f\u00f4lego e que faz jus a todos os elogios que recebeu desde o lan\u00e7amento. A partir de dados tabulados do imposto de renda no Brasil em uma s\u00e9rie hist\u00f3rica que cobre quase um s\u00e9culo, Pedro faz uma an\u00e1lise sobre a concentra\u00e7\u00e3o de renda no topo, correlacionando o n\u00edvel dessa apropria\u00e7\u00e3o com leituras conjunturais e mudan\u00e7as pol\u00edticas que ocorreram, realiza compara\u00e7\u00f5es com dados similares de outras na\u00e7\u00f5es, e tira conclus\u00f5es e apontamentos em geral muito instigantes e pouco afeitos ao senso comum que temos sobre o tema no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro tem muitos pontos interessantes e que saltam aos olhos durante a leitura. Meu objetivo com esse post n\u00e3o \u00e9 fazer uma resenha do livro, mas destacar 4 pontos que me impactaram sobremaneira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. O Brasil \u00e9 mais desigual do que imaginamos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds extremamente desigual deveria ser algo \u00f3bvio para todos. Todas as capitais e grandes cidades brasileiras disp\u00f5e de, em um mesmo espa\u00e7o geogr\u00e1fico, <a href=\"https:\/\/exame.com\/brasil\/os-bairros-do-brasil-que-poderiam-estar-na-noruega\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">bairros com IDH n\u00f3rdico<\/a> ao lado de <a href=\"https:\/\/www.recife.pe.gov.br\/pr\/secplanejamento\/pnud2006\/doc\/releases\/IDH-M%20dentro%20do%20Recife%20vai%20da%20%C3%81frica%20%C3%A0%20Noruega.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">bairros com IDH africano<\/a>. Isso \u00e9 reflexo da extrema disparidade de renda do pa\u00eds, onde <a href=\"https:\/\/epocanegocios.globo.com\/Brasil\/noticia\/2019\/10\/renda-media-de-mais-da-metade-dos-brasileiros-e-inferior-um-salario-minimo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">60% da popula\u00e7\u00e3o vive com menos de um sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No livro, para tratar da concentra\u00e7\u00e3o de renda no topo, Pedro primeiro precisa delimitar &#8220;quem&#8221; seria esse topo. Nos estudos ele utiliza o j\u00e1 t\u00e3o em voga 1% mais rico, mas tamb\u00e9m expande para outros contextos que v\u00e3o dos 15% ao 0,01%, o que permite an\u00e1lises interessantes e mostra o qu\u00e3o desigual nosso pa\u00eds \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os dados de 2013, o 1% mais rico recebeu 23% da renda total. Esmiu\u00e7ando esse subgrupo, encontramos que o 0,1% deteve 10% da renda, enquanto o 0,01% ficou com 5%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, se a an\u00e1lise \u00e9 expandida para o 10% mais rico, a renda total recebida passa a ser de 51% &#8211; e \u00e9 isso, os 10% mais ricos det\u00e9m mais da metade da renda dispon\u00edvel no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E qual seria a renda compat\u00edvel com cada estrato analisado? Aqui o n\u00edvel de desigualdade brasileiro chama aten\u00e7\u00e3o novamente. Tamb\u00e9m com dados de 2013, o 0,1% mais rico tem uma renda m\u00e9dia de R$ 2,8 milh\u00f5es por ano &#8211; o que d\u00e1 R$ 235 mil ao m\u00eas. J\u00e1 o 1% recebe R$ 636 mil ao ano, que \u00e9 R$ 53 mil mensais &#8211; 4,5 vezes menos que o 0,1%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A an\u00e1lise a partir dos 5% j\u00e1 caracteriza o que seria a &#8220;classe m\u00e9dia assalariada&#8221; do pa\u00eds: o 5% recebe R$ 230 mil ao ano, que \u00e9 R$ 19 mil mensais; o 10% mais rico recebe R$ 140 mil anuais, que \u00e9 R$ 12 mil mensais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, para estar no grupo que se apropria de mais da metade da renda do pa\u00eds, basta ganhar mais que R$ 12 mil por m\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. O passado colonial n\u00e3o explica no todo o n\u00edvel de desigualdade do Brasil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse achado n\u00e3o \u00e9 originalmente do autor da tese, mas os dados por ele levantados e analisados dialoga com essa explica\u00e7\u00e3o pouco ortodoxa. O pressuposto \u00e9 que, no in\u00edcio do s\u00e9culo passado, o n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o de renda no topo era muito pr\u00f3ximo entre as diferentes na\u00e7\u00f5es, e a menor desigualdade hoje observada em pa\u00edses europeus \u00e9 um produto muito recente motivado basicamente pelas guerras que ocorreram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor dessa explica\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/scholar.harvard.edu\/jwilliamson\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jeffrey Williamson<\/a>, aponta que a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade nos pa\u00edses desenvolvidos foi resultado do que ele chama de &#8220;grande nivelamento&#8221;, que ocorreu quando a guerra, representada por seus efeitos e sua din\u00e2mica econ\u00f4mica, foram respons\u00e1veis por reduzir a concentra\u00e7\u00e3o no topo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No livro s\u00e3o analisadas as concentra\u00e7\u00f5es de renda para diferentes na\u00e7\u00f5es e os dados s\u00e3o reveladores. De fato, entre 1930 e 1935, o 1% mais rico em v\u00e1rios pa\u00edses detinham n\u00edveis pr\u00f3ximos da renda, como no Reino Unido com 17%, Jap\u00e3o com 18,5%, Noruega com 12,7%, entre outros. Nessa \u00e9poca o Brasil j\u00e1 liderava o ranking com 24,3%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No per\u00edodo ap\u00f3s a guerra, de 1970 \u00e0 1975, o 1% mais rico dos pa\u00edses citados anteriormente detinham, respectivamente, 6,8%, 7,8% e 5,7% da renda, enquanto a contraparte brasileira ficava com 24,6%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, sem ser taxativo, a ideia do passado colonial n\u00e3o justifica &#8220;exclusivamente&#8221; nosso grau de desigualdade atual quando comparado com outros pa\u00edses. O Brasil n\u00e3o passou pelo grande nivelamento dessas na\u00e7\u00f5es e, em alguma medida, isso contribuiu para n\u00e3o termos reduzido a concentra\u00e7\u00e3o de renda no pa\u00eds ao longo do s\u00e9culo que passou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. N\u00e3o houve redu\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel da concentra\u00e7\u00e3o de renda desde a metade dos anos 90<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse achado \u00e9 intrigante, e \u00e9 necess\u00e1rio contextualiza\u00e7\u00e3o e conceitua\u00e7\u00e3o para explic\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concentra\u00e7\u00e3o de renda no topo n\u00e3o necessariamente quer dizer desigualdade. \u00c9 poss\u00edvel que certos estratos de renda tenham acesso a mais recursos, reduzindo a renda de estratos intermedi\u00e1rios enquanto outros mant\u00e9m seus ganhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro \u00e9 ex\u00edmio na an\u00e1lise temporal das din\u00e2micas de apropria\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios estratos econ\u00f4micos. Por exemplo, os dados mostram que a ditadura militar concentrou renda no topo, mas essa renda foi mais apropriada pelos 1% mais ricos do que pelos 0,1%. An\u00e1lises como essa permeiam todo o livro e \u00e9 interessante a correla\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as pol\u00edticas e seus efeitos na concentra\u00e7\u00e3o em diferentes estratos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados sugerem uma estabiliza\u00e7\u00e3o para a concentra\u00e7\u00e3o de renda ao menos dos 0,01% aos 15% mais ricos, desde a segunda metade dos anos 90. Isso pode significar que o aumento de renda dos mais pobres, em especial nos governos petistas, deve ter acontecido com a redu\u00e7\u00e3o da renda dos &#8220;menos pobres&#8221;, por assim dizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fruto da pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o petista? Certamente, mas de qualquer forma \u00e9 um trecho que pode ser aprofundado em futuros estudos do tema, e que coaduna algo relacionado com o ponto anterior e o posterior que destaco nesse post.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. N\u00e3o h\u00e1 exemplo de redu\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de renda no topo sem rupturas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse ponto pode ser o pesadelo da social democracia e da ideia de que conseguiremos reduzir as desigualdades no Brasil a partir de arranjos democr\u00e1ticos convencionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para as s\u00e9ries de dados hist\u00f3ricas dos v\u00e1rios pa\u00edses, a concentra\u00e7\u00e3o de renda do topo deles, e neste caso por consequ\u00eancia a desigualdade tamb\u00e9m, s\u00f3 foi reduzida em epis\u00f3dios caracterizados no &#8220;grande nivelamento&#8221;, quando de maneira brusca algo aconteceu e a din\u00e2mica econ\u00f4mica modificou sobremaneira. Para o caso europeu, a guerra foi o motivador dessa redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 exemplo de pa\u00edses onde uma longa trajet\u00f3ria democr\u00e1tica conseguiu paulatinamente reduzir a desigualdade. Para o caso brasileiro, observando a s\u00e9rie hist\u00f3rica do imposto de renda, mesmo tendo havido mudan\u00e7as nas concentra\u00e7\u00f5es ao longo do tempo, elas se mantiveram bastante regulares ao longo de quase um s\u00e9culo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A renda apropriada pelo 1% mais rico era de 20% em 1926; atingiu o topo de 31% em 1942, durante a ditadura varguista;\u00a0 o interregno democr\u00e1tico reduziu esse n\u00famero para 18%, quando o golpe militar instituiu a ditadura e elevou a concentra\u00e7\u00e3o para 26% em 1970 e 30% na transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Hoje, esse n\u00edvel est\u00e1 em 23%, pelo menos desde o final da primeira d\u00e9cada dos anos 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas palavras do Pedro, reduzir a desigualdade no Brasil sem rupturas seria, na conota\u00e7\u00e3o mais otimista, realizar algo in\u00e9dito na hist\u00f3ria das na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Finalizei a leitura do premiado livro do Pedro de Souza, &#8220;Uma Hist\u00f3ria de Desigualdade &#8211; A Concentra\u00e7\u00e3o de Renda entre os Ricos no Brasil 1926 &#8211; 2013&#8220;, baseado na tese que defendeu no programa de sociologia da UnB. \u00c9 um livro de f\u00f4lego e que faz jus a todos os elogios que recebeu desde o&hellip;&nbsp;<a href=\"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/?p=2157\" class=\"\" rel=\"bookmark\">Continue a ler &raquo;<span class=\"screen-reader-text\">Sobre o livro &#8220;Uma Hist\u00f3ria de Desigualdade&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"neve_meta_sidebar":"","neve_meta_container":"","neve_meta_enable_content_width":"off","neve_meta_content_width":0,"neve_meta_title_alignment":"","neve_meta_author_avatar":"","neve_post_elements_order":"","neve_meta_disable_header":"","neve_meta_disable_footer":"","neve_meta_disable_title":"","jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[35,43,8],"tags":[3,174,173,14],"class_list":["post-2157","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-academico","category-ativismo","category-politica","tag-contravencoes","tag-desigualdade","tag-economia","tag-livro"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p1p2Jh-yN","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2157","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2157"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2157\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2162,"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2157\/revisions\/2162"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}