{"id":31,"date":"2008-06-23T20:28:00","date_gmt":"2008-06-23T20:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/filipesaraiva.info\/blog\/?p=31"},"modified":"2008-06-23T20:28:00","modified_gmt":"2008-06-23T20:28:00","slug":"museu-belga-revela-internet-de-papel-do-inicio-do-seculo-20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/?p=31","title":{"rendered":"Museu belga revela internet de papel do in\u00edcio do s\u00e9culo 20"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-style: italic;\">O presente texto foi escrito pelo The New York Times e publicado em portugu\u00eas nas p\u00e1ginas web do <\/span><a style=\"font-style: italic;\" href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/\">Estadao.com.br<\/a><span style=\"font-style: italic;\">. A hist\u00f3ria \u00e9 bastante interessante, e est\u00e1 publicada aqui, na \u00edntegra, apenas com fins de divulga\u00e7\u00e3o. Quem diria que j\u00e1 nos fins do s\u00e9culo XIX um vision\u00e1rio imaginava uma rede global de m\u00e1quinas que acessariam toda a produ\u00e7\u00e3o cultural humana?<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-style: italic;\"><br \/><\/span><a onblur=\"try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}\" href=\"http:\/\/blog.filipesaraiva.info\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/Otlet.jpg\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 405px; height: 285px;\" src=\"http:\/\/blog.filipesaraiva.info\/wp-content\/uploads\/2008\/06\/Otlet.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p>MONS, B\u00e9lgica &#8211; Em uma tarde de segunda-feira nublada, essa cidade medieval parece um local esquecido.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da catedral g\u00f3tica obrigat\u00f3ria, n\u00e3o h\u00e1 muito para ver aqui, exceto um pequeno museu de fachada de pedra chamado Mundaneum, escondido em uma rua estreita em um dos cantos da cidade. Parece uma casa apropriadamente antiga para o legado de um dos pioneiros perdidos da tecnologia: Paul Otlet.<\/p>\n<p>Em 1934, Otlet fez planos para uma rede global de computadores (ou &#8220;telesc\u00f3pios el\u00e9tricos&#8221;, como ele os chamava) que possibilitaria que pessoas buscassem por milh\u00f5es de documentos interligados, imagens, \u00e1udios e arquivos de v\u00eddeo. Ele descreveu como as pessoas usariam os dispositivos para mandar mensagens, compartilhar arquivos e at\u00e9 formar redes sociais online. Ele chamou a coisa toda de &#8220;reseau&#8221;, que pode ser traduzido como rede ou web.<\/p>\n<p>Historiadores normalmente tra\u00e7am as origens da World Wide Web (w.w.w., ou internet) atrav\u00e9s de uma linhagem de inventores anglo-americanos como Vannevar Bush, Doug Engelbart and Ted Nelson. Entretanto, mais de meio s\u00e9culo antes de Tim Berners-Lee lan\u00e7ar o primeiro navegador de internet em 1991, Otlet descreveu um mundo conectado onde &#8220;qualquer um em sua cadeira seria capaz de contemplar toda cria\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Embora a protoweb de Otlet se baseassem em uma jun\u00e7\u00e3o de tecnologias anal\u00f3gicas, como cart\u00f5es de indexa\u00e7\u00e3o e m\u00e1quinas de telegrafia, ela antecipou, de qualquer forma, a estrutura &#8220;hiperlinkada&#8221; da web de hoje.<\/p>\n<p>&#8220;Essa foi uma vers\u00e3o Steampunk do hipertexto&#8221;, disse Kevin Kelly, ex editor da Wired, que est\u00e1 escrevendo um livro sobre o futuro da tecnologia.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o de Otlet dependia da id\u00e9ia de uma m\u00e1quina que juntasse os documentos usando links simb\u00f3licos. Embora essa no\u00e7\u00e3o pare\u00e7a \u00f3bvia hoje em dia, em 1934 ela marcou um grande avan\u00e7o conceitual. &#8220;O hiperlink \u00e9 uma das inven\u00e7\u00f5es menos valorizadas do s\u00e9culo passado&#8221;, disse Kelly. &#8220;Ela vai se juntar ao r\u00e1dio, no pante\u00e3o das grandes inven\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>Hoje em dia, Otlet e seu trabalho foram largamente esquecidos, at\u00e9 mesmo em sua terra nativa, a B\u00e9lgica. Embora Otlet tenha tido fama consider\u00e1vel durante sua vida, seu legado caiu v\u00edtima de uma s\u00e9rie de acontecimentos hist\u00f3ricos &#8211; entre os quais, a invas\u00e3o nazista ao pa\u00eds, que destruiu boa parte do trabalho de sua vida.<\/p>\n<p>Mas em anos recentes, um pequeno grupo de pesquisadores come\u00e7ou a recuperar a reputa\u00e7\u00e3o de Otlet, republicando parte de seus escritos e angariando fundos para estabelecer o museu e arquivo em Mons.<\/p>\n<p>Os curadores do museu Mundaneum, que celebra seu d\u00e9cimo anivers\u00e1rio na quinta-feira, 19, planejam publicar parte da cole\u00e7\u00e3o original na web moderna. Essa comemora\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai ser s\u00f3 uma reivindica\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma por Otlet, mas tamb\u00e9m vai providenciar uma oportunidade de fazer uma reavalia\u00e7\u00e3o de seu lugar na hist\u00f3ria da web. Foi o Mundaneum apenas uma curiosidade hist\u00f3rica &#8211; um caminho tecnol\u00f3gico n\u00e3o seguido &#8211; ou sua vis\u00e3o pode fornecer esclarecimentos sobre a web como a conhecemos?<\/p>\n<p>Em 1895, Otley conheceu um futuro ganhador do Nobel com quem tinha muito em comum: Henri La Fontaine, que se juntou a ele no plano de criar uma grande bibliografia de todo o conhecimento publicado no mundo.<\/p>\n<p>Para 1895, tal projeto marcou um ato de arrog\u00e2ncia intelectual colossal. Os dois homens come\u00e7aram a coletar dados de todos os livros j\u00e1 publicados, juntamente com uma vasta cole\u00e7\u00e3o de revistas e artigos de jornal, fotografias, p\u00f4steres e todo tipo de texto perec\u00edvel &#8211; como panfletos &#8211; que as bibliotecas normalmente ignoram. Usando cart\u00f5es de \u00edndice de 7 por 12 cent\u00edmetros (o que havia de mais avan\u00e7ado na tecnologia de armazenamento), eles criaram um vasto banco de dados com mais de 12 milh\u00f5es de entradas individuais.<\/p>\n<p>Otlet e LaFontaine procuraram apoio para seu projeto com o governo belga, propondo a constru\u00e7\u00e3o de uma &#8220;cidade do conhecimento&#8221;, que aumentaria as chances do pa\u00eds se tornar sede da Liga das Na\u00e7\u00f5es. O governo forneceu espa\u00e7o em um pr\u00e9dio p\u00fablico para o projeto, onde Otlet expandiu a opera\u00e7\u00e3o. Ele contratou mais gente e estabeleceu um servi\u00e7o de pesquisa pago que permitia que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, mandasse uma busca por correio ou tel\u00e9grafo &#8211; algo como um mecanismo de busca atual. Pedidos chegaram de todo o mundo, mais de 1.500 por ano, sobre diversos t\u00f3picos, de bumerangues \u00e0s finan\u00e7as da Bulg\u00e1ria.<\/p>\n<p>Com a evolu\u00e7\u00e3o do Mundaneum, ele come\u00e7ou a sobrecarregar o espa\u00e7o com o enorme volume de papel. Otlet come\u00e7ou a buscar por id\u00e9ias de novas tecnologias para o manejamento da sobrecarga de informa\u00e7\u00e3o. Em um certo ponto, ele sugeriu uma esp\u00e9cie de computador de papel, manipulado com rodas e raios que moveriam os documentos na superf\u00edcie de uma mesa. Eventualmente, entretanto, Otlet chegou \u00e0 resposta final, que envolvia descartar todo papel.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o existia algo como armazenamento de dados eletr\u00f4nicos em 1920, Otlet tinha que inventar a resposta. Ele come\u00e7ou a escrever diversos documentos sobre a possibilidade do armazenamento eletr\u00f4nico, culminando com o livro de 1934, Monde, no qual ele exp\u00f4s sua vis\u00e3o de um &#8220;c\u00e9rebro mec\u00e2nico coletivo&#8221; que abrigasse toda a informa\u00e7\u00e3o do mundo, acess\u00edvel instantaneamente em uma rede global de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tragicamente, bem quando a vis\u00e3o de Otlet come\u00e7ou a se cristalizar, o Mundaneum entrou em uma fase dif\u00edcil. Em 1934, o governo belga perdeu o interesse no projeto, ap\u00f3s a oferta de o pa\u00eds para ser sede da Liga das Na\u00e7\u00f5es ser recusada. Otlet teve que mover o arquivo para um local menor e, ap\u00f3s dificuldades financeiras, teve que fech\u00e1-lo ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>Um bom n\u00famero de funcion\u00e1rios continuou trabalhando no projeto, mas o sonho terminou quando o nazistas marcharam pela B\u00e9lgica em 1939. Os alem\u00e3es esvaziaram o local original do Mundaneum para dar espa\u00e7o para uma exibi\u00e7\u00e3o de arte do Terceiro Reich, destruindo milhares de caixas cheias de cart\u00f5es. Otlet morreu em 1944, falido e esquecido.<\/p>\n<p>Depois da morte de Otlet, o que sobreviveu do Mundaneum original ficou para existir na obscuridade em um velho pr\u00e9dio da Universidade Livre em Parc Leopold at\u00e9 1968, quando um jovem estudante da gradua\u00e7\u00e3o chamado W. Boyd Rayward come\u00e7ou a seguir a trilha de papel.Tendo lido parte do trabalho de Otlet, ele viajou ao escrit\u00f3rio abandonado de Bruxelas, onde descobriu um quarto, como um mausol\u00e9u, cheio de livros e pap\u00e9is com teias de aranha.<\/p>\n<p>Rayward ajudou, desde ent\u00e3o, no ressurgimento do interesse no trabalho de Otlet, um movimento que por fim angariou aten\u00e7\u00e3o suficiente para conseguir desenvolver o museu em Mons.<\/p>\n<p>Hoje em dia, o novo Mundaneum revela interessantes relances de como a web poderia ter sido. Longas filas de gavestas de cat\u00e1logos cont\u00eam milh\u00f5es dos cart\u00f5es de \u00edndice de Otlet, apontando o caminho para o grande arquivo que cont\u00e9m todos os artefatos. Uma equipe de biblioteconomistas conseguiu catalogar apenas 10% da cole\u00e7\u00e3o at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>O arquivo revela tanto as limita\u00e7\u00f5es como o potencial da vis\u00e3o original de Otlet. Ele imaginou uma equipe de profissionais que analisassem cada pe\u00e7a de informa\u00e7\u00e3o que chegasse, uma filosofia que vai contra a id\u00e9ia b\u00e1sica da web.<\/p>\n<p>&#8220;Eu penso que Otlet teria se sentido perdido com a internet&#8221;, disse seu bi\u00f3grafo, Francoise Levie. At\u00e9 com um pequeno ex\u00e9rcito de profissionais, o Mundaneum original jamais poderia acomodar o volume de informa\u00e7\u00e3o produzida hoje na web.<\/p>\n<p>Apesar dessas limita\u00e7\u00f5es, a vers\u00e3o do hipertexto de Otlet tinha algumas vantagens importantes com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 web de hoje. Primeiro, ele viu um tipo mais inteligente de hiperlink. Enquanto links na web servem como um tipo de liga\u00e7\u00e3o muda entre dois documentos, Otlet vislumbrou links que carregavam significado anotando, por exemplo, se os documentos concordavam ou discordavam entre si.<\/p>\n<p>Otlet tamb\u00e9m viu possibilidades de redes sociais, que deixassem os usu\u00e1rios &#8220;participarem, aplaudirem, criticarem.&#8221;<\/p>\n<p>Enquanto ele provavelmente fosse ficar confuso com o ambiente do Facebook ou do MySpace, Otlet viu alguns dos aspectos mais produtivos das redes sociais &#8211; a habilidade de trocar mensagens, participar em discuss\u00f5es e trabalhar coletivamente para recollher e organizar documentos.<\/p>\n<p>Os curadores do Mundaneum de hoje esperam que o museu n\u00e3o termine da mesma maneira que seu precursor. Embora o projeto sempre atraia financiamento, ele batalha para atrair visitantes.<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">  <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">  <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">  <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">  <\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O problema \u00e9 que ningu\u00e9m conhece a hist\u00f3ria do Mundaneum&#8221;, disse sua arquivista, Stephanie Manfroid. &#8220;As pessoas n\u00e3o se interessam necessariamente por ver um arquivo. \u00c9 como, voc\u00ea preferiria ver o \u00faltimo Star Wars ou ir a um cat\u00e1logo gigante?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Batalhando para ampliar seu apelo, o museu abriga regularmente exposi\u00e7\u00f5es de p\u00f4steres, fotografias e arte contempor\u00e2nea. E enquanto apenas um pequeno n\u00famero dos turistas cheguem ao pequeno museu em Mons, a cidade ainda pode encontrar seu lugar no mapa hist\u00f3rico da tecnologia. Ainda este ano, uma corpora\u00e7\u00e3o pretende abrir um centro de dados na cidade: Google.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Visite a <a href=\"http:\/\/www.mundaneum.be\/\">p\u00e1gina do Mundaneum<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/vidae\/not_vid191257,0.htm\">Estadao.com.br<\/a><\/p>\n<div class=\"blogger-post-footer\"><script expr:src='\"http:\/\/feeds.feedburner.com\/~s\/LiberdadeNaFronteira?i=\" + data:post.url' type=\"text\/javascript\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presente texto foi escrito pelo The New York Times e publicado em portugu\u00eas nas p\u00e1ginas web do Estadao.com.br. A hist\u00f3ria \u00e9 bastante interessante, e est\u00e1 publicada aqui, na \u00edntegra, apenas com fins de divulga\u00e7\u00e3o. Quem diria que j\u00e1 nos fins do s\u00e9culo XIX um vision\u00e1rio imaginava uma rede global de m\u00e1quinas que acessariam toda&hellip;&nbsp;<a href=\"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/?p=31\" class=\"\" rel=\"bookmark\">Continue a ler &raquo;<span class=\"screen-reader-text\">Museu belga revela internet de papel do in\u00edcio do s\u00e9culo 20<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"neve_meta_sidebar":"","neve_meta_container":"","neve_meta_enable_content_width":"","neve_meta_content_width":0,"neve_meta_title_alignment":"","neve_meta_author_avatar":"","neve_post_elements_order":"","neve_meta_disable_header":"","neve_meta_disable_footer":"","neve_meta_disable_title":"","jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-31","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cibercultura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p1p2Jh-v","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=31"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=31"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=31"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/filipe.saraiva.tec.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=31"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}